quinta-feira, 13 de junho de 2013

Caso raro



            Certa noite senti um ruído na janela, uma ave sem dono que com o bico pediu-me que lhe permitisse a entrada no meu quarto, numa voz rouca digna de um bicho de mui maior porte pediu-me guarida e dois tragos de água fresca,
            em mim um latente tardíloquo  que decidira dar-se como presente, em clara simpatia com um par de olhos meus praticamente fora de órbitas,
            enquanto bebericava perguntei-lhe o nome,
            sem hesitar,
            - podes chamar-me franga d’água bastarda.





*Sem acordo


Cumprimentos,
NR

2 comentários:

Anónimo disse...

Estou estupefacta! Caso raro de facto, não a "franga dágua", mas as tuas breves linhas... :D
O que vale é que extensos ou cutos, a qualidade é sempre a mesma.

Um beijinho :)

Nelson Rocha disse...

Bem falam os clichés acerca dos tamanhos,

(risos)


beijo,
NR