sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Penumbra

  Nos limites da existência, na sombra que partilha meu sorriso, meu choro, meu grito, meu amor e meu ódio, onde a sombra me invade e apaga todos os resquícios de civilidade, onde o ódio me inunda e me atira para lá do que conheço, aqui regozijo entre cadáveres pútridos e putas abandonadas, aqui engordo de mal alheio e de crias do desespero, aqui de robe escarlate aberto, de tromba pendente e flácida me flagelo em penitência.



*Sem acordo

3 comentários:

Eli disse...

Há um Jantar na invicta dia 8, mas não irei...

Bartolomeu disse...

Vou, percorrendo infinitos
Voando nas asas de um sonho.
Soletrando antigos desejos.
Em cada amanhecer, risonho

Vou, cavalgando ilusões
Buscando amanhãs vindas de ontem
Apagando as torpes negações
Ateando ainda, as chamas que me lambem

Vou, de olhar fixo na lonjura
Perdendo a noção do que é real
Espraiando-me por inteiro na planura
Da magia de uma aurora boreal.

Das putas abandonadas perdi memória
Dos pútidros cadáveres me alheio
Flácido, misturo-me nessa escória
Que do munde escorre, velho ódio.
;))

Eli disse...

Nunca mais apareceste. Estamos a planear um jantar de amigos no Porto para dia de carnaval (12). Se quiseres ir, envia-me um mail (rodrigues1981@gmail.com). :)